Ficámos tão marvilhados a 1ª vez que fomos a Las Vegas, que, como é óbvio, tivémos de regressar para confirmar que era tudo aquilo de que nos lembrávamos.
Fomos com 2 dias de antecedência, pois a TAP estava em greve no dia em que era suposto seguirmos viagem para Roma (sorte macaca!!), mas valeu a pena. Assim tivemos mais tempo para explorar Roma e o Vaticano.
Para não cair na monotonia, os detectores de metais que "embirram" comigo, começaram a apitar ainda no aeroporto de Lisboa. A solução foi descalçar os sapatos e pô-los na passadeira. Uma senhora que lá estava teve pena de mim (!!!) e deu-me 2 "pés azuis" para calçar, mas um deles estava roto e quando olho para os meus pés desato a rir porque tinha o dedo grande do pé a sair para fora. Passei a rir à gargalhada e nem me pude descalçar, pois a fila atrás de mim era enorme e não podia perder mais tempo!!! Ainda bem que a senhora teve pena de mim, não??
Depois de aterrarmos em Roma, alugámos um transfer para nos levar para o Hotel que ficava mesmo no centro da cidade e muito, mas muito afastado de Civitavechia, onde o "Navigator of the Seas" nos esperava. Ficámos alojados a 10 minutos a pé do Vaticano, o que foi uma mais valia muito grande. Visitámos a Basílica de S. Pedro, o Museu do Vaticano e até subimos os cerca de 600 degraus estreitos, desnivelados e que tinham de ser subidos quase de "gatas", até ao alto da Cúpula, de onde sai o fumo branco anunciando o novo Papa. A vista era soberba e apesar do cansaço, ninguém reclamou, pois a paisagem deixou-nos extasiados!!!
A descida foi mais fácil, e, segundo dizem "para baixo todos os santos ajudam", então estávamos no sítio certo!
O Coliseu e a Fontana de Trevi também mereceram a nossa visita, assim como o Pantheon e muitos outros sítios turísticos.
No dia seguinte seguimos para Civitavechia para embarcar em mais uma emocionante viagem. O check-in de entrada no navio atrasou-se muito e tivemos de esperar imenso tempo.
Como não podia deixar de ser, o detector de metais deu-nos que fazer. Apitou tantas ou tão poucas vezes que a "vóvó" teve de entrar descalça. O que vale é que o pessoal tem todo bom humor!!
Entrámos no "Navigator of the Seas" e fomos logo para a recepção de boas vindas, que aproveitámos ao máximo, pois estávamos esfomeados.
Fomos conhecer os camarotes e colocar os coletes salva-vidas para o exercício de salvamento que era obrigatório. Os camareiros batiam às portas dos camarotes para chamar os passageiros que não compareciam à chamada e foi bastante divertido ver toda aquela gente só com a cabeça de fora e a esbarrarem uns nos outros!
Foi muito bom verificar que este navio era muito semelhante ao "Voyager of the Seas", pois assim pudemos recordar e ao mesmo tempo "ver" através dos olhos da minha filha, que estava a fazer um cruzeiro pela 1ª vez.
Não sei muito bem como nem porquê, mas os Seapass têm alguma coisa contra mim! Bati o meu record anterior, pois precisei de 3 cartões. Mas a minha filha ainda conseguiu uma façanha melhor, precisou de 5 cartões!! Eu acho que ela queria era fazer colecção!!
A viagem foi espectacular. Dançámos com os esqueletos numa das discotecas, bebemos coktails.... A minha filha não achou muita graça a esta parte, pois, segundo as leis dos Estados Unidos, só se pode consumir bebidas alcoólicas a partir dos 21 anos e ela tinha 20 na altura, o que implicava ter que ter autorização dos pais no seapass para puder beber. Com o 1º Seapass, tudo correu bem, mas com os outros seguintes, a autorização já não constava e era um stress para conseguir as bebidas!
PERIPÉCIAS
A Viagem à Disneyworld Resort Paris
Por uns dias, voltámos a ser crianças novamente. O meu filho adorou as montanhas russas, mas eu e o meu marido ainda gostámos mais do que ele! A Disney é o local ideal para nos deixarmos levar pelos sonhos de infância e aproveitar a brincadeira ao máximo. Ninguém te acha "tonto" ou "doido", por andares a rir e a brincar nas ruas e o ambiente é fantástico para toda a gente, mas principalmente para as crianças.
Ficámos hospedados no hotel Sequoia Lodge, dentro do recinto da Disney e além de levarmos cerca de 10 minutos a pé até ao recinto, também tínhamos autocarro gratuito que passava em todos os hotéis para recolher passageiros.
Como sempre, quando se viaja, algo fica esquecido em casa e neste caso, foi algo muito grave. Então não é que aqui a doida, ao fazer as malas, coloca 2 pares de sapatos para a família e esquece-se de que também precisa, resultado: o salto das botas partiu-se no 1º dia e como os ténis tinham ficado em casa, a solução era calçar os ténis do filho ou os do marido.
Olhando para as opções: do marido grandes de mais e a caírem dos pés a cada passada e os do filho, dois números abaixo, mas pelo menos não caiam!! Conclusão: 4 dias a andar com sapatos que não eram o número adequado, muitas dores nos pés e duas unhas negras no final da viagem! Não tentem fazer isto, pois garanto que é muito doloroso e desagradável.
Mas, mesmo assim, apesar de tudo, divertimo-nos a valer e se pudesse voltava lá amanhã.
PERIPÉCIAS
Cruzeiro nas Caraíbas
Chegámos a Miami extremamente cansados, tínhamos passado 9h dentro de um avião e as 5h de diferença horária não ajudaram nada. À chegada ao aeroporto, começámos a procurar indicações para o terminal do transfer que nos ia levar ao hotel. Qual não foi o nosso espanto, quando vimos um senhor com um enorme cartaz com o nome da minha sogra escrito. A minha sogra olhava espantada e só dizia: "como é que o senhor sabe o meu nome, de onde é que me conhece, como sabia que eu vinha aqui?" Começámos todos a rir, pois tínhamos alugado o transfer no nome dela sem lhe dizermos nada e ela só fazia era dizer que era muito famosa, e que até em Miami era conhecida!! O motorista do transfer, que era brasileiro e muito simpático, a caminho do hotel foi-nos explicando um pouco da história de Miami.
Quando entrámos no quarto do hotel, o meu marido olhou para a cama e exclamou" ena, que cama tão grande!! vou experimentar para ver se é boa!!" e atirou-se para cima da cama. A cama, que tinha rodas, rodou para a porta de comunicação com o quarto ao lado, que por sorte ou azar, era o dos meus sogros. Começámos a rir às gargalhadas ao ouvir a minha sogra a bater na porta e a perguntar o que se passava. Arrumámos a cama no sítio e travámos as rodas, não fosse cair em esquecimento e depois à noite as explicações a dar aos "vizinhos" poderiam ser mais embaraçosas!!
No dia seguinte, antes de nos levar ao porto, o "Silvio" mostrou-nos as "favelinhas" com os seus enormes iates ancorados e os seus requintados chalés (tinha tudo a ver com as favelinhas brasileiras!!!). Adorei Miami e espero voltar um dia com mais tempo.
Estava muito calor, começámos a despir os casacos e a colocá-los nas malas para despachar para o navio. Já no check-in para o Voyager of the Seas, demos por falta de um passaporte (sem ele, era barco ao longe e nós em terra!!!). Toca a correr atrás do carregador das bagagens. Foi por pouco!! Já estavam mesmo a entrar para o porão do navio. Cabecinhas pensadoras!!!
No 2º dia de cruzeiro, tínhamos acabado de descer para o deck 5, quando dei por falta da câmara de filmar. Voltei ao camarote para a ir buscar. A caminho novamente do deck 5, partiu-se a sandália. Voltei outra vez para trás para trocar de sapatos. Ufa!!! Há dias assim, nem o alto mar nos salva!!!
No 3º dia fui ao camarote deixar umas coisas, quando o elevador parou a meio do caminho. Um senhor que se encontrava lá dentro começou a entrar em pânico e a bater nas paredes do elevador, até que a senhora carregou no botão "SOS" e o elevador começou novamente a andar. Avisámos outras pessoas para a eventualidade de voltar a acontecer. Um pouco mais tarde, no mesmo dia, voltei a utilizar um elevador sozinha, pois atrasei-me um pouco e assim que entrei comecei a falar sozinha em voz alta e desejando que não voltasse a parar a meio. Só me apercebi que o oficial que se encontrava lá dentro falava português, quando ele respondeu ao que eu lamentava em voz alta. Pelo menos não disse nenhuma asneira e o oficial ainda se riu!!
Apesar de todas as peripécias, a viagem correu lindamente, o cruzeiro foi espectacular e divertimo-nos a valer!!
PERIPÉCIAS
Almeria - Espanha
Estavam 29º apesar de estarmos no Outono. Eu, uma amiga, o meu filho e a minha sobrinha, decidimos dar uma volta apela cidade. Depois de muito andarmos, as crianças estavam cansadas e eu prometi-lhes que poderiam molhar os pés. Arregacei-lhes as calças, descalcei-as e deixei-as correr para o parque infantil que ficava no areal da praia. Já perto do hotel, elas satisfizeram o desejo e lá molharam os pés. Mas, o nível da água descia de repente e o meu filho, ao dar um passo em frente, ficou com água até quase aos ombros. Puxei-o para fora, todo molhado e vestido e ele, tropeçou (!!!) , caiu na areia preta e cheia de pedrinhas e rebolou. Apesar de estar a rir às gargalhadas, lá consegui despi-lo. Os turistas começaram a rir ao vê-lo em boxers e com a roupa molhada e cheia de pedras na minha e nós seguimos caminho para o hotel. À entrada do hotel, o meu filho, muito preocupado com a sua aparência, pediu-me para lhe calçar as botas, para não entrar só com os boxers vestidos. Imaginado a cena (uma criança a entrar de boxers e com botas calçadas!!!), começámos a rir ainda mais.
PERIPÉCIAS
Paris - França
Uma Noite fomos a um Clube de Jazz com umas pessoas amigas que moram em França há muitos anos. Estava eu na conversa com a minha amiga Isabel, quando me apercebi que estava um francês à minha frente a perguntar se eu queria dançar. Olhei para a Isabel, pensando que era com ela, mas não, era comigo mesmo. Antes de dar resposta ao senhor, olho para as suas costas e vejo o meu marido com um grande sorriso na cara e o copo de bebida que tinha ido buscar. O senhor apercebeu-se do meu olhar e olhou também. Atrapalhou-se todo e começou a pedir desculpa ao meu marido que começou a rir à gargalhada.
Continuámos com a diversão e qual não é o meu espanto, quando ao olhar para o centro da pista de dança, além dos vários casais que estavam a dançar, havia uma senhora, muito bem vestido e que junto com ela, saltitava e dançava a etiqueta pregada à blusa nova da dita senhora.
Ao tentar passar pelo detector de metais, no aeroporto Orly em França, comecei a apitar. Depois de tentar perceber o que era sem resultado, a solução foi entrar descalça e as botas na passadeira. Parece que o detector de metais não gosta de fivelas em sapatos!!!
PERIPÉCIAS
Barcelona
Depois de um dia inteiro de viagem em autocarro, eram 23h58 quando chegámos a Barcelona. Depois de alguma confusão com os quartos, lá nos deitámos para descansar. O calor dentro do quarto era enorme, mas o meu marido não queria que abrissemos as janelas por causa das osgas (não chegámos a saber se existiam)!! Apesar do cansaço, do calor e da noite mal dormida, no dia seguinte estávamos todos bem dispostos e com vontade de explorar o Albergue onde estávamos hospedados.
O lugar era lindo!! Cheio de charcos, fontes e vasta e colorida vegetação. O meu filho que tinha 3 anos, achou piada aos sapos dentro dos charcos e decidiu apanhar um. Ao esticar-se para o apanhar, o sapo saltou para o outro lado e ele caiu dentro do charco. Gargalhada e molha geral! Tive que ir com ele ao quarto trocar de roupa e quando regressámos já o pessoal se encontrava dentro da camioneta para ir passear. Foi por pouco! Malditos sapos!!
Ao descermos as Rambolas, havia "mimos" por todo o lado. O meu filho, que nunca tinha visto nenhum, foi tocar-lhe na roupa para ver se era real, mas assustou-se com a reacção do "mimo", começou a correr e tropeçou na caixa dos "donativos", deitando as moedas todas para o chão. O "mimo" zangou-se e o meu filho nunca mais se aproximou de nenhum! Nem para a foto!!